28/04/2011

A minha casa está quase, quase pronta a habitar. Faltam algumas coisitas, mas não é nada que não possa ser adquirido nos próximos tempos. O que eu queria mesmo era um tapete todo janota, em tons de vermelho cereja, para colocar à porta do meu apartamento e que dissesse: Cá dentro respira-se Benfica, aprecia-se cinema de qualidade, discute-se soluções para os mais prementes problemas político-sociais do país e desfruta-se de fina música a altos decibéis... Ah! E nas horas vagas há minetes dos bons. Seja bem-vindo quem vier por bem.

26/04/2011

Oh Joaquim Goes... e se fosses dar alegria a velhotes num lar mais próximo de ti?

25/04/2011


«(...) nunca se viu tanta formiga de cabeça levantada.»

in "Levantado do Chão", José Saramago

24/04/2011

Não raras vezes, esbarro em blogues de gajas que se proclamam de muito modernas, libidinosas, descomplexadas e rebeldes. Exaltam a capacidade que têm de gerir várias relações fugidias, elevam ao expoente máximo a nobre destreza de quebrar todas as convenções e glorificam o sexo descomprometido, sempre com fodas monumentais ao ritmo de orgasmos selváticos... Confesso que isto faz-me uma grande confusão. Não, não é o facto de uma mulher afirmar que gosta de uma boa foda - ninguém gosta mais de sexo do que eu - o que me faz confusão, é esta nova vaga de mulheres que nivelam os seus índices de emancipação consoante o número de pissas que as mãos abarcam. A ver se nos entendemos; uma coleccionadora de caralhos, não é necessariamente uma mulher emancipada, é uma coleccionadora de caralhos.

22/04/2011

Por vezes a vida atropela-nos o que pode provocar uma ligeira alteração do fluxo sanguíneo cerebral e consequente desorientação esporádica... Mas a vida é assim, feita de mudanças e outras mudanças e alguns caralhos pelo meio. No meu caso, importa ressalvar, mais mudanças que caralhos. Ainda assim, convém esclarecer, que esta cave não está abandonada.
E porque hoje me sinto boa, boa, boa e um bocadinho mais ordinária, se não se importam, vou abusar do gloss e borrifar-me com Emporio Armani.

06/04/2011

Caso não saibas, adianto-te que águas passadas movem moinhos, porque as águas partem, mas voltam sempre... Coisas da hidrologia e da física antiga. E é por isso, que arrogo para mim - por muito que te custe - o direito de não me esquecer.

03/04/2011

A poesia, o esplendor dos sentidos, a fé, a esperança, o chilrear dos pardais, as criancinhas, a luz, o cheiro do sabonete Lux, os enfermos, os cuidados paliativos, o amor, ai o amor... Rejubilai! Rejubilai!
A Laurinda Alves é uma criatura entediante com uma vulva desgovernada. Não há pachorra.

31/03/2011

A bem da nação, sugiro que se investigue o que é que o Paulo Futre injecta na veia e muito democraticamente, se proceda à distribuição do químico através das torneiras deste país.

29/03/2011

Brentford Dock smells like Japan

25/03/2011

Em Londres e preparadíssima para a despedida de solteiro do príncipe William. E porque eu desejo, de coração, que o futuro rei de Inglaterra seja um homem feliz e realizado, estou na disposição de partilhar com a Miss Middleton as variadíssimas técnicas para obter uma brilhante nota artística no cavalgamento. Quem é amiga, quem é?

23/03/2011

Acredito piamente que a maioria dos deputados da AR, são na verdade criaturas que andam a fugir aos rastreios da Organização Mundial de Saúde.

21/03/2011

Folhear cadernos velhos, ler textos que escrevemos na adolescência e recordar a convicção da qualidade dos mesmos, tem tanto de estranho como de divertido. Descobrir desejos e expectativas sobre várias temáticas em relação às quais, hoje, sinto-me profundamente indiferente e cada vez mais distante.
Leio com sofreguidão os rascunhos encriptados, as estrofes, a prosa minimalista, as pseudo-depressões expressas em notas escritas nos cantos das folhas, o drama, o autismo, o frémito constante que é ser-se adolescente. Revivo a excentricidade da juventude, a ânsia de querer ser diferente, de querer ser absoluta e de querer ser chama. Leio-me e recordo uma auto-estima que mais parecia uma montanha-russa - há memórias que são perenes - a solidão das incertezas, o fardo da desilusão numa idade cheia de sonhos... E algures, no meio disto tudo, a lembrança viva, de que um dia, tive dezoito anos e quis ser tudo.

20/03/2011

Quando penso que, num passado não muito distante, considerei a hipótese de me filiar num partido, fico com ganas de enterrar uma faca no peito.

19/03/2011

Isto sim é divina comédia, o Dante que se foda.

Em boa verdade vos digo que preferia viver de broches numa qualquer espelunca do Bairro Vermelho, a viver num país com um Paulo Portas primeiro-ministro. Dignidade!

18/03/2011

The search

17/03/2011

Não gosto nem reajo bem ao álcool e por isso não bebo álcool. Detesto químicos e só recorro a comprimidos quando estou no limite da dor. Isto na realidade é uma grande merda, porque eu devia de ter adquirido algures na minha vida, uma predisposição para me encharcar de álcool e/ou comprimidos... É que isto de viver todos os dias sóbria é difícil.

16/03/2011

Sou uma mulher relativamente viajada. Conheço alguns países da Europa, já nadei em águas da América do Sul e, por uma vez, imagine-se, cheguei a ir a Moura. Não sou pois, mulher de me deslumbrar com qualquer coisa. Mas isto meus senhores, isto é admirável.

15/03/2011

Parece-me que o Sócrates está quase, quase a cair da cadeira. O FMI está à esquina, a esquerda não se entende, o Presidente Professor Doutor Economista Caralho Senhor Aníbal António Cavaco Silva incendeia... Em suma, abram alas para o duo maravilha Passos Coelho/Paulo Portas, que é como quem diz, se antes nos enrabavam aos soluços, preparem-se para sentir o caralho garganta acima.

14/03/2011

Os meus pais esforçaram-se por dar a todos os filhos uma educação baseada em critérios e valores que, a avaliar pelos dias que correm, estão completamente desactualizados. Não poucas vezes, dou por mim a pensar que devia ter recebido uma educação inversa, ou então, ter sido abençoada com uma vocação para a pulhice, só que os meus pais tomaram as rédeas e fizeram de mim, uma mulher generosa, séria e medianamente justa. Fosse eu uma sacana da pior estirpe e, não tenho dúvidas, tudo seria bem mais fácil; não teria de lidar com metade dos dilemas que me acossam, porque uma sacana de primeira não tem consciência e está a cagar-se para a moral e ética. Ou seja, com outros progenitores, o mais certo era ter tido uma vida do caraças!

13/03/2011

Suspeito que o número de guarda-chuvas que terei perdido até a data da minha morte, dará para cobrir toda a minha cidade. Será o meu legado à humanidade.
 
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